terça-feira, 15 de julho de 2008

Ontem a noite




Um dos momentos mais felizes da vida é quando posso respirar tranquila. Para isso é preciso que me aceite como sou, sem culpas. Isso quem pede é o id, o inconsciente.
É o lado feio que foge a todas as estéticas mas se torna belo, posto sem padrões de comparação. Há três coisas que devo (ou devemos) entender para sermos relativamente felizes (já que a felicidade total não existe). São estas: somos animais, somos humanos, e somos transcendentes. Sendo animal, compreendo que em mim existem instintos. Eu aqui sou desejo, sinto ódio. Sendo humano me diferencio pela razão, e é através desta que me diferencio realmente ou se preferir em nada me diferencio. O nosso lado transcendente é o lado da comtemplação, das esperanças futuras. Somos trinos (que perdoem a comparação com a trindade santa) somos desejo, atividade mental e atividade comtemplativa (que remete a um futuro ou esperança) a compreensão dessa trindade pode nos oferecer uma vida mais "respirável" já que a culpa não nos assolará tanto já que nos compreendemos como animais e homens com seu lado transcendente. O individual e o social nos pedem animais e homens.
A figura do "pai" causa disfunção respiratória é a autoridade sobre o desejo animal (necessidades vitais tais como a respiração) é um sufocamento a lei sobre o desejo, a sociedade aprisiona assim como o pai, pois ambos são autoridades agindo no corpoe impondo as leis.
Porque respiro tranquila quando realizo o desejo distante da lei porque realizo uma necessidade fisiológica. Eis a questão.. ou se comtempla a sociedade da lei, ou a sociedade do desejo, ou algo intermediário, a lei, a sociedade o progresso estrangulam o lado primitivo do homem, mas se assim não fosse como seria o mundo..
Será que estou com dificuldades de aceitação e então estou racionalizando para conseguir libertar meu id, pois sinto que ele está sendo estrangulado pelas regras impostas a quais algumas não concordo e não queria me submeter, acho que é o mais provável já que tal assunto sempre me inquieta. (sujeito a revisões)

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